Cabergolina Bula – Preço e Efeitos, Para Que Serve? Como Tomar?

A cabergolina é um medicamento que pode ser utilizado no tratamento de diferentes patologias médicas em que há excesso do hormônio prolactina. Então, para saber um pouco mais sobre esse medicamento, continue lendo e descubra tudo o que você precisa saber sobre ele.

Para que serve a Cabergolina

Cabergolina é um medicamento indicado para tratar distúrbios idiopáticos, hiperprolactinêmicos, bem como adenomas hipofisários.

Também serve no tratamento de disnfunções relacionadas a hiperprolactinemia, tais como:

  • Amenorreia
  • Aligomenorreia
  • Anovulação
  • Galactorreia

Cabergolina é indicada para pacientes que possuam adenoma hipofisários que secretem prolactina, bem como para síndrome da sela vazia associada a hiperprolactinemia e hiperpromactinemia idiopática.

Ela também pode ser utilizada em casos que se deseja a inibição da lactação fisiológica imediatamente depois do parto, bem como supressão da lactação já estabelecida clinicamente.

Como funciona a Cabergolina

A cabergolina é a uma substancia ativa que é um derivado dopaminérgico do ergot. Sua ação é potente e por tempo prolongado na redução da atividade da prolactina.

Assim, ela atua estimulando diretamente os receptores dopaminérgicos D2 da hipófise lactotrófica. Com isso, inibe também a secreção da prolactina.

Como tomar a Cabergolina (posologia)

Para abrir o frasco, é indicado pressionar a tampa para baixo ao mesmo tempo que a gira no sentido anti-horário. Para o fechamento, é só girar no sentido contrário ao da abertura.

Esse medicamento deve ser administrado por via oral juntamente com uma refeição. Isso porque os dopaminérgicos possuem tolerabilidade aumentada nessa situação.

Doses reduzidas podem ser administradas para minimizar os efeitos adversos em pacientes com intolerância conhecida à dopaminérgicos.

Tratamento de Distúrbios Hiperprolactinêmicos

O recomendado é uma dose incial de 0,5mg por semana. Pode ser dividido em uma ou duas doses. Essa dose pode ser gradualmente aumentada, acrescentando 0,5 mg por semana em intervalos de 1 mês. Assim é possível chegar até a resposta terapêutica ideal.

Normalmente, a resposta à terapia é obtida com 1 mg por semana. No entanto, isso pode variar de 0,25 a 2 mg por semana. Em pacientes hiperprolactinêmicos, pode-se usar uma dose de até 4,5 mg.

Inibição e/ou supressão da lactação fisiológica

Para inibição da lactação, a dose recomendada é de 1 mg, administrado em dose única no dia do parto.

Para supressão da lactação que já está estabelecida, recomenda-se a dose de 0,25 mg a cada 12 horas por 2 dias seguidas. No total, a dose será de 1 mg.

Pacientes com insuficiência hepática grave: devem ser administradas doses mais baixas de cabergolina.

Crianças: ainda não foi estabelecida a eficácia e segurança de cabergolina em pacientes com menos de 16 anos de idade.

Idosos: o uso da cabergolina em pacientes idosos com hiperprolactinemia ainda não foi estudado formalmente.

ComposiçãoEmbalagem do medicamento Cabergolina

Cabergolina é um medicamento em comprimidos de 0,5 mg da substância ativa. Seu uso deve ser feito por via oral.

Cada comprimido de cabergolina contém:

cabergolina ………. 0,5 mg

Excipientes: lactose anidra, L-leucina.

Contraindicação

Esse medicamento é contraindicado para pacientes que apresentem reação de hipersensibilidade à cabergolina ou a qualquer um dos componentes da sua formulação, bem como aos alcaloides de ergot.

Existe o risco de piora das condições de base nos pacientes que apresentem evidências anatômicas de vulvolopatia cardíaca. Isso vale para qualquer válvula na qual se identifique lesão vulvar detectado no eletrocardiograma pré-tratamento.

Cabergolina é contraindicada para pacientes que apresentem histórico de valvulopatia cardíaca. Também é contraindicada na presença de distúrbios fibrótico retopertonial, pericárdio e pulmonar.

Cabergolina também é contraindicada para pacientes com menos de 16 anos de idade.

Efeitos colaterais da Cabergolina

Assim como qualquer medicamento, o uso de cabergolina pode levar ao aparecimento de reações adversas. então, veja os possíveis efeitos colaterais decorrentes do uso dessa substância logo abaixo.

Cabergolina em Distúrbios Hiperprolactinêmicos

Foram feitos estudos clínicos controlados por 6 meses, usando uma dose entre 1 e 2 mg semanais. Eles indicam uma ocorrência de reações adversas de 68% no decorrer da terapia.

As reações indesejáveis foram consideradas de grau moderado ou leve. Elas acontecem especialmente na primeira semana da terapia. Além disso, na maioria dos casos, desaparecem na manutenção do tratamento.

Sabendo disso, as reações adversas mais comuns foram as seguintes, lembrando que estão em ordem decrescente de acordo com a frequência de ocorrência:

  • Náusea
  • Cefaleia
  • Tontura e/ou vertigem
  • Dor abdominal, dispepsia, gastrite
  • Astenia e/ou fadiga
  • Constipação
  • Vômitos
  • Dor no peito
  • Rubores
  • Depressão
  • Parestesia

Cabergolina em Inibição/supressão da lactação

Foram realizados estudos clínicos para o tratamento de lactação fisiológica. Nele foi utilizada a dose de 1 mg de cabergolina. Cerca de 14% das mulheres tratadas apresentam ao menos uma reação indesejável.

As reações indesejáveis foram consideradas de grau moderado ou leve. Veja as reações mais frequentes:

  • Tontura / vertigem
  • Dor abdominal
  • Náuseas
  • Dores de cabeça

Também houve relatos de sonolência, hemianopsia transitória e epistaxe. Nos primeiros dias 3 ou 4 dias depois do parte pode ocorrer hipotensão assintomática.

Mulheres nutrizes foram tratadas com 0,25 mg de cabergolina a cada 12 horas por 2 dias a fim de promover a supressão da lactação. Em cerca de 14% delas, houve relato de reações indesejáveis.

As reações indesejáveis foram consideradas de grau moderado ou leve. os eventos mais frequentes relatados foram:

  • Tontura / vertigem
  • Dor de cabeça
  • Náusea
  • Sonolência
  • Dor abdominal
  • Vômitos
  • Síncope
  • Astenia
  • Rubores

Reações indesejáveis de cabergolina na experiencia pós-comercialização

Na experiência de pós comercialização, houve os seguintes relatos em associação com cabergolina;

  • Agressividade
  • Alopecia
  • Aumento da creatinina fosfoquinase sanguínea
  • Delírios
  • Dispneia
  • Edema
  • Fibrose
  • Função hepática anormal
  • Reação de hipersensibilidade
  • Transtornos do controle de impulsos, tais como aumento da libido, hipersexualidade e jogo patológico,
  • Testes de função hepática anormais
  • Transtorno psicótico
  • Rash
  • Doenças respiratórias
  • Insuficiência respiratória
  • Valvulopatia

Caco ocorram efeitos adversos decorrentes do uso de cabergolina, informe à NOTIVISA – ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária. Você também pode informar para a Vigilância Sanitária Municipal ou Estadual.

Superdosagem

É provável que os sintomas decorrentes de uma superdosagem sejam de superestimulação de receptores dopaminérgicos. Assim sendo, eles podem ser: náuseas, distúrbios gástricos, vômito, hipotensão postural, confusão/psicose e também alucinações.

Caso isso aconteça, devem ser adotadas medidas de suporte a fim de remover qualquer substância que ainda não tenha sido absorvida pelo organismo. Além disso, deve-se manter o controle da pressão sanguínea caso seja preciso. Ainda pode ser recomendada a administração de medicamentos antagonistas da dopamina.

Caso ocorra o uso de uma quantidade acima do recomendado de cabergolina, procure imediatamente o socorre médico, levando consigo a bula ou a embalagem do medicamento. Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001 para mais orientações.

Precauções

Precauções no tratamento de distúrbios hiperprolactinêmicos

Antes de iniciar o tratamento, é recomendado avaliar completamente a função hipofisária. Isso porque a hiperprolactinemia com infertilidade e galactorreia ou amenorreia podem ter associação com tumores da hipófise.

Em mulheres que apresentam hipogonadismo hiperprolactinêmico, o uso de cabergolina pode recuperar a fertilidade e a ovulação. É recomendado que seja feito um teste de gravidez a cada 4 semanas durante o período de amenorreia, depois do reinício da mesma e sempre que o período menstrual atrasar por mais de 3 dias. Isso porque a gestação pode ocorrer antes do início da menstruação.

As mulheres que não desejam engravidar devem fazer uso de algum método contraceptivo de barreira. Isso deve ser feito durante e depois do tratamento com cabergolina.

Como prevenção, as mulheres que vierem a engravidar devem ser monitoradas. A finalidade é de detectar se há sinais de aumento da hipófise. isso porque podem ocorrer um aumento nos tumores hipofisários pré-existentes durante a gestação.

Precauções na inibição/supressão da lactação fisiológica

Tal como os demais derivados de ergot, a cabergolina não é recomendada para mulheres que apresentam hipertensão causada pela gestação, tais como hipertensão pós-parto e pré-eclâmpsia. Isso vale sempre a menos que os benefícios justifiquem os riscos potenciais.

Em lactantes, nunca deve-se exceder a dose única de 0,25 mg da substância em cada administração. Isso vale para os casos de supressão da lactação a fim de evitar a hipotensão postural.

Tratamento por tempo prolongado com cabergolina

Antes de iniciar um tratamento prolongado os pacientes devem ser submetidos a avaliação cardiovascular. Isso inclui ecocardiograma e serve para avaliar valvulopatias assintomáticas em potencial.

Também é importante investigar as taxas iniciais de sedimentação de eritrócitos, bem com de outros indicadores inflamatórios. Avaliar também a função pulmonar torácica, bem como a função renal.

Não é sabido se o tratamento com cabergolina pode piorar a doença base nos pacientes que apresentam regurgitação valvular.

Sonolência ou sono súbito

O uso da cabergolina foi associado ao surgimento de sonolência. Podem ser associados os episódios de sono súbito os agonistas da dopamina, em pacientes com Parkinson. Nesses casos, pode ser considerada a interrupção do tratamento ou diminuição da dose.

Pacientes com insuficiência hepática

Nesses pacientes, devem ser administradas doses menores nos casos de tratamentos prolongados.

Hipotensão postural

Depois da administração de cabergolina, pode ocorrer a hipotensão postural. Nesse caso, devem ser tomados cuidados adicionais na administração da cabergolina com outras substâncias que reduzem a pressão sanguínea.

Uso psiquaátrico

Foram relatados hipersexualidade, transtorno do controle de impulsos e aumento da libido em pacientes tratados com agonistas da dopamina. Isso inclui a cabergolina.

Esses casos foram reversíveis pela redução da dose ou mesmo pela interrupção do tratamento.

Cabergolina em crianças

Ainda não foi estabelecida a segurança e a eficácia desse medicamento em pacientes menores de 16 anos de idade.

Cabergolina na gravidez

Os estudos realizados em animais não mostram qualquer efeito no desempenho reprodutivo ou efeito teratogênico. No entanto, ainda não existem estudos bem controlados e adequados em gestantes. Sendo assim, o uso da cabergolina durante a gravidez só deve ser feito quando altamente necessário.

É importante também excluir a possibilidade de gravidez antes do início do tratamento. Caso ocorra uma gestação no decorrer do tratamento, é preciso considerar a interrupção do uso da mesma. Isso só deve ser feito depois de avaliados os riscos e benefícios que a substancia oferece para o feto e para a mãe.

Visto que a meia vida da substância é prolongada e que os dados de exposição em útero são limitados, é sempre recomendada a descontinuação do uso de cabergolina caso a mulher deseje engravidar. Isso irá evitar uma possível exposição do feto à essa sustância.

A caberglina é um medicamento de categoria B no risco à gravidez. Dessa forma, não deve ser utilizado por gestantes sem que haja orientação e recomendação de um médico ou cirurgião-dentista.

Cabergolina na lactação

Nos estudos em animais, a cabergolina é excretada através do leite materno. Não existem informações a respeito da excreção no leite humano. Por isso, as mães não devem amamentar durante o tratamento com a substância, nem mesmo quando houver falha na supressão.

Cabergolina sobre a habilidade de operar máquinas e dirigir

Pacientes que forem tratados com cabergolina podem apresentar sonolência. Nesse caso, devem ser orientados a não dirigir veículos ou praticar atividades nas quais a falta de atenção coloque sua integridade em risco.

Atenção: esse fármaco contém açúcar. Por isso, portadores de diabetes devem fazer uso do mesmo com cautela.

Interação da Cabergolina com outros remédios

Cabergolina, na administração concomitante com outros medicamentos hipotensores, deve ser feito com atenção especial. Isso porque pode ocorrer hipotensão postural.

Não existem informações sobre a interação de cabergolina com outros alcaloides de ergot. Sendo assim, o uso concomitante dessas substâncias em tratamentos prolongados não deve ser feita.

Visto que a cabergolina possui efeito terapêutico pela estimulação direta dos receptores dopaminérgicos ela não deve ser administrada concomitantemente com fármacos que apresentem ação antagonista de dopamina. Isso porque eles podem afetar o efeito redutor da prolactina promovido pela cabergolina.

Cabergolina Preço

Para comprar esse medicamento é necessária a apresentação de receita branca comum. O preço do mesmo pode variar de acordo com a região na qual você se encontra e o local escolhido para a compr.

No entanto, na internet, uma caixa com 8 comprimidos de 0,5 mg de cabergolina pode ser encontrada por valores entre R$ 127 e R$ 170 reais. Já a caixa com apenas 2 comprimidos de 0,5 mg pode ser encontrada por valores entre R$ 37 e R$ 48.

Cabergolina Genérico

Cabergolina já é o nome da substância ativa do medicamento. Dessa forma, ao solicitar ao farmacêutico por esse nome, ele deverá providenciar um medicamento genérico.

Pergunta dos leitores

Quais os nomes comerciais da Cabergolina?

A cabergolina é a substância ativa do medicamento. No entanto, a Pfizer do Brasil, por exemplo, produz o medicamento sob o nome comercial de Dostinex, sendo o único encontrado como referência. No entanto, como similares, é possível encontrar Caberedux (laboratório Cristália) e Cabertrix (laboratório Zodiac).

Pronto, agora você já sabe um pouco mais sobre a cabergolina, para que serve, como atua, suas contraindicações e precauções. Aproveite!